Da mão ao olhar e do olhar à experiência estética

“Onde vai a mão, aí devem seguir os olhos
Onde os olhos vão, lá deve ir a mente
Onde vai a mente, a emoção é criada   
Onde a emoção é criada, a apreciação e o sentimento nascerão. 
Deixe a mão alongar-se tão longe quanto possível
Onde a mão não pode se alongar, deixe ir os olhos
Onde os olhos não podem ir, deixe que a mente avance
Onde a mente penetrar, a emoção é criada 
Onde a verdadeira emoção é criada,   
a apreciação sensorial e estética nascerão.” 

Esse belo poema parece ser uma tradução ou adaptação de um trecho do Natyashastra (ou Nāṭyaśāstra). A autoria desse antigo tratado indiano sobre as artes cênicas foi atribuído ao sábio Bharata Muni. Desconheço o autor da tradução.

Fonte da imagem: https://pin.it/4PPXwcCdj Pinterest

Regina Devescovi

Regina Devescovi

Atua nas áreas de Educação Somática e Educação do Movimento,
Eutonia e Terapia Transpessoal.
É estudiosa e pesquisadora das relações entre corpo,
movimento e espiritualidade.